O Google + (Plus) tem vindo a ter uma vida complicada desde a sua criação, em Junho de 2011. Numa fase inicial, esta nova plataforma surgiria como teste, onde cada utilizador, possuindo conta de correio electrónico Gmail, receberia um convite, da Google, a incentivar à experimentação desta nova rede que ao mesmo tempo funcionaria como alternativa ao Facebook.

Tentando deslocar utilizadores assíduos de redes sociais como o Facebook e Twitter, o Google + ergueu-se pela possível incorporação de serviços disponibilizados pela Google no mercado, entre eles a Google Contas, Fotos, PlayStore, Youtube e Gmail – a actividade de cada utilizador no dito “Google World” estaria congregada a um simples perfil de utilizador. Em adição, o Google induziu novos conceitos para o mundo do Social Networking: os Círculos (grupos de amigos), Sparks (sugestões de conteúdo), Hangouts (plataforma de chat individual ou em grupo por texto ou vídeo) e Hangouts On Air (Streaming via YouTube) foram os principais elementos que fizeram parte do leque inovador da Google no sector das Redes Sociais. Deste modo, o Google + constitui-se no mercado como a quarta rede social da Google, sucedendo o GoogleBuzz (lançado em 2010, descontinuado em 2011), o Google Friend Connect (lançado em 2008, descontinuado em Março de 2012) e Orkut (lançado em 2004, descontinuado em Setembro de 2014).

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Porém, a aliciante realização de novos serviços sociais e identificados pela Google não conseguiu normalizar as duras críticas de que foi alvo, direccionadas à “nova rede social”, que procurava entrar no mercado de pé firme e destacar-se pela sua inovação de conceitos e de novas funcionalidades de interacção intragrupal e intergrupal – algumas personalidades já antecipavam a sua possível descontinuação, resultado esse a que já nos tinham habituado com anteriores redes sociais sobre a criação do Google.

De certo, a introdução no mercado deste novo aplicativo e extensão da Google não teve o resultado espectável. Os usuais utilizadores do Gmail, que viram o seu perfil Google plus ser automaticamente gerado, desconsideraram o possível investimento na sua página pessoal – tal situação explica-se no elevado número de utilizadores (347,000,000), embora coexista uma reduzida percentagem de utilização da rede (9%) para interacção grupal, contrastando os valores apresentados pelo Facebook ou Twitter, concorrentes directos (56% e 20%, respectivamente). Em adição, o tempo médio mensal dispensado na navegação do Google + encontra-se actualmente nos sete minutos minutos, onde cada visita prolonga em média três minutos.

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Produto daquilo que é o verdadeiro potencial de uma nova rede social em crescimento, embora com pouca adesão, apenas 5% das empresas mundiais recorrem a esta plataforma para divulgação de produtos e serviços (embora a interacção marca-consumidor seja usualmente positiva – 60%).

Com efeito, a Google tentou reajustar certos parâmetros visuais da aplicação e sistema de rede social. O renascimento de um novo visual fez-se recentemente, onde reformulações de conteúdo também foram algumas das reformas implementadas de forma a relançar o Google + para os utilizadores de redes sociais. O investimento da marca centralizou-se em dois principais aspectos: as Colecções e as Comunidades. A não concretização do sonho antigo de ser alternativa ao Facebook rapidamente foi derrubada e, aproveitando a libertação do Google Hangouts e do aplicativo de galeria de fotos Google (ou Google Photos), surgiu a oportunidade de renascer dos mortos o verdadeiro outsider do social media, quatro anos depois.

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O novo conceito foca-se, como já enunciei anteriormente, nas colecções e nas comunidades, conceitos que circundam um mesmo tópico: o interesse. O Google plus agora é uma plataforma de discussão de interesses, onde estes podem ser grupalmente discutidos e agrupados em colecções. Os assuntos são igualmente passiveis de ser agrupados em comunidades de discussão. O conceito de discussão e interligação entre utilizadores procede-se de igual forma ao já implementado pelo Twitter, através do botão “Follow”. A plataforma é, agora, user friendly e ajustada às novas linhas gráficas do Google – a interface é agora mais acessível, adaptando-se a qualquer tipo de ecrã, não havendo, à partida, problemas de desformatação como se encontravam em updates anteriores da aplicação.

Enquanto profissionais de Comunicação, esta reformulação levará à adesão de um número cada vez mais acrescido de utilizadores, o que implica certamente um melhor controlo sobre que tipo de conteúdos partilhar nesta nova plataforma em ascensão. Por outro lado, possibilita maior feedback e agregar o público-alvo organizacional de acordo com a temática em discussão. Deste modo, o Google Plus é certamente uma Social Network. Certamente, a renovação da plataforma tornou-o uma plataforma onde as suas funcionalidades de troca de conteúdos e sua respectiva discussão superam, a meu ver, as já inscritas no Facebook. Em adição, o vinculo ao Gmail permite às marcas uma relação mais próxima com o seu público-alvo e envolvente organizacional, onde é possível gerir listas de conteúdos e gerir grupos de debate sobre determinada temática ou post relacionado com a organização. O outsider está agora back on track, com rumo próprio e independente.

Concluindo, o Google Plus é mais do que uma rede social. É uma forma de identificação.

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