Estamos inundados no mundo cibernético. Somos bombardeados com social media e vivemos cada vez mais dependentes da internet e de dispositivos móveis, como o smartphone ou o tablet. Num mundo cada vez mais modernizado, convivemos com amigos, e por vezes familiares, recorrendo a comentários em publicações e expressando as suas emoções recorrendo a um mero Like ou Emoji. Porém o recurso intensivo à internet tornou-nos cada vez mais isolados, distantes uns dos outros.

Vivemos reféns da internet. Não por vontade própria, mas como resultado da padronização de comportamentos, onde o excesso de conformidade segue a vida individualista de cada pessoa – a maior preocupação de cada um é quantificar o seu número de seguidores ou likes nas suas publicações. A inclusão da internet na nossa sociedade, de cunho cada vez mais firme, não veio implementar uma nova forma de organização social – houve uma reorganização de padrões de socialização. A acessibilidade a este meio de comunicação em rede transformou a forma de lidar com as pessoas. Congregando este elemento ao princípio da individualidade, cada pessoa tornou-se mandriona ao ponto que a manutenção de amizades se resumir pela troca de likes e comentários no Facebook/Instagram. Por outro lado, certamente, a internet introduziu o conceito de Possibilidade no nosso quotidiano: é certo que com a Internet adveio novas oportunidades, onde cada um é livre de expor aquilo que deseja nesta rede online, de criar conteúdos próprios e poder partilhá-los mundialmente. A internet acaba por funcionar como janela para o mundo, aproximando continentes e pessoas; permitiu o acesso a informações que nunca antes tivemos em nossas mãos. Notícias, factos, intrigas, curiosidades – tudo se encontra Just one click away. 

Porém, desde o verdadeiro boom da Internet e da web 2.0, em 2006, cada utilizador assíduo tornou-se cada vez mais vulnerável. A expectativa de um mundo cada vez mais unido, do surgimento de uma verdadeira aldeia global, bem como da presença recente desta nova ferramenta causou a sua posterior vulnerabilidade e dependência. O facto é que esta vulnerabilidade foi também arrastada para o mundo da comunicação.

Transitando para o mundo organizacional, o desenvolvimento da internet acompanhou a aproximação cada vez mais estreita entre a marca e os seus consumidores. De certo, torna-se imperativo, actualmente, que cada organização possua website e redes sociais que sirvam de ponte de contacto com a sua envolvente. É esta a chave para a manutenção de relações duradouras e identificação de necessidades e interesses. A internet tornou-se uma ferramenta de alguma forma insubstituível, indispensável para a sobrevivência de cada empresa no mercado actual, de elevada competitividade.

Com efeito, a organização que não se adapte a esta nova era da informação corre o risco de cair no esquecimento e não deter o impacto pretendido. O mundo online possibilitou melhor e maior transparência organizacional. É um meio pelo qual a democracia é feira. Porém é imperativa a gestão eficiente dos conteúdos partilhados nestas redes de Social Network, onde a reputação organizacional poderá ser destruída num curto espaço temporal.

A dependência deste meio tornou-se irreversível, dado o patamar a que chegou. O retrocesso utópico para a não existência de internet no futuro seria irrealizável. Para os utilizadores, que diariamente acedem a esta rede mundial, seria um choque enorme. O choque não seria total, uma vez depende da personalidade de cada um e da necessidade que tem em aceder à internet. Embora se encontre ao acesso de grande parte da população mundial, a exposição e importância que se atribui à internet é heterogénea – a existência do Facebook não veio quebrar a sociabilidade intergrupal, embora a tenha afastado de pessoas. Para as organizações, a comunicação que estabelece com a sua envolvente procede-se pela mesma via da internet, onde o desapego a meios de comunicação offline, embora eficazes, não têm o reduzido custo que tanto caracteriza as mensagens enviadas via online.

O desaparecimento da internet implicaria o reformular estratégico, bem como um investimento ainda mais acrescido na comunicação com o público. Não é uma tarefa impossível, embora abarque um custo enorme, tanto ao nível monetário, bem como ao nível profissional.

A rotina online consumiu o mundo na sua totalidade.

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